Suíça está a viver problema imobiliário

Suíça está a viver problema imobiliário

Suíça está a viver problema imobiliário devido às baixas taxas de juro

Em cidades como Zurique e Genebra os problemas no mercado imobiliário estão longe de chegar, mantendo um grande número de inquilinos. Mas em algumas zonas suburbanas e rurais da Suíça, o cenário é outro. Há apartamentos vazios, que são um sinal de alerta sobre as consequências das taxas de juros negativas. A Bloomberg diz que a última década de rendimentos baixíssimos levou os investidores ansiosos por melhores retornos a investirem em propriedades, alimentando um “boom” da construção.

Na Suíça, um país com 8 milhões de habitantes onde normalmente as pessoas arrendam casa, cerca de 72.000 moradias estavam vazias em meados de 2018 e no mínimo 10.000 serão incluídas neste lote em junho deste ano, segundo a consultoria Wüest Partner, citada pela agência. Com tanto excedente, os arrendamentos anunciados podem cair 1,5% e estender a queda de 2,1% registada em 2018.

“Correções de preço em áreas periféricas são quase inevitáveis”, salienta Matthias Holzhey, diretor de investimentos imobiliários do UBS na Suíça, que estima uma queda de 10%.

A taxa de desocupação de Mellingen, localizada a meia hora de Zurique, é por exemplo quatro vezes maior do que a média da Suíça e o governo alertou para uma “grande correção”.

“Enquanto houver taxas negativas, estes desequilíbrios persistirão”, avisou Claude Maurer, economista do Credit Suisse, citado pela agência de notícias internacional. “Definitivamente há custos, e nós vemo-los na área de propriedades para investimento, onde há superprodução, que, por sua vez, é consequência do excesso de investimentos dos fundos de pensões.”

Más notícias para os investidores

Mas apesar das preocupações, o Banco Nacional da Suíça não parece estar disponível para para aumentar a sua taxa de depósitos. O presidente da instituição, Thomas Jordan, considera que as pressões deflacionárias estão controladas e que isso é “essencial” para evitar a pressão de apreciação do franco. A moeda ainda está mais forte do que 1,20 por euros pelo qual o SNB fixou a sua taxa de câmbio mínima.

Esta pode ser, segundo a Bloomberg, uma má notícia para os investidores. Desde que a taxa negativa do SNB foi introduzida, há quatro anos, a seguradora Swiss Life, maior proprietária de propriedades privadas do país, impulsionou o seu portfólio de imóveis.Artigo visto em 
World’s Lowest Interest Rate Brews Trouble for Swiss Property (Bloomberg)